DIFERENCIANDO
SURDOCEGUEIRA DE DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS
SURDOCEGUEIRA
É uma deficiência única na qual a pessoa com
deficiência apresenta perda auditiva e visual.
Para Mc Innes (1999) a
surdocegueira está subdividida em quatro tipos:
Indivíduos
que eram cegos e se tornaram surdos;
Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
Indivíduos que se tornaram surdocegos;
Indivíduos que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente, ou
seja, não tiveram a oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades
comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual possam construir
uma compreensão de mundo.
DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS
Considera-se a pessoa com deficiência quando há uma
associação de duas ou mais deficiências. Para Maia (2011) a Deficiência
Múltipla no Brasil pode ocorrer:
Física
e Psíquica;
Sensorial e Psíquica;
Sensorial e Física; e
Física, Psíquica e Sensorial.
NECESSIDADES
BÁSICAS DOS ALUNOS COM SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS (Mc
Innes, 1999)
ALUNOS COM SURDOCEGUEIRA
Incentivar e ensinar o uso da visão e audição
residuais, assim como outros sentidos remanescentes, favorecendo informações
sensoriais necessárias que suscitem sua curiosidade;
Sistema de comunicação adequado amplia
significativamente a interação com o meio ambiente;
Ambientes planejados e organizados adequadamente
para receber uma pessoa com surdocegueira, favorecem a interação com o meio e a
realização de atividades;
ALUNOS
DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS
Esses alunos constituem um grupo com características
específicas e peculiares e, consequentemente, com necessidades únicas. Por
isso, faz-se necessário dar atenção a dois aspectos importantes: a Comunicação
e o Posicionamento;
A comunicação deve respeitar a individualidade do
aluno DMU, logo deve-se estabelecer um código de comunicação entre aluno e o
receptor;
Atenção ao contexto, manifestação e frequência do
comportamento poderá ter uma intenção de comunicação;
O posicionamento indispensável uma boa adequação
postural de forma que o aluno possa fazer uso de gestos ou movimentos com os
quais tenham a intenção de comunicar-se e desfrutar das atividades
propostas.
ESTRATÉGIAS
UTILIZADAS PARA AQUISIÇÃO DE COMUNICAÇÃO
Para as pessoas com surdocegueira e/ou com
deficiência múltipla considera-se a comunicação em Receptiva (quando
alguém recebe e processa a informação dada por meio de uma fonte e forma:
escrita, fala, Libras e etc) e Expressiva (requer que um comunicador:
pessoa que comunica, passe a informação para outra pessoa por meio do
uso de objetos, gestos, movimentos corporais, fala, escrita, figuras, e muitas
outras variações) favorecem a eficiência da transmissão e interpretação (Maia
(2011).
A comunicação implica em interação, a comunicação é
definida como uma forma de interação em que o significado é transmitido por
meio do uso de sinais, que são percebidos e interpretados por um dos pares.
Dado que a interação é o “veículo da comunicação”, é obvio que, para um contato
ser mantido e para que haja uma interação harmoniosa, é indispensável que se
estabeleça uma comunicação de alta qualidade (Maia (2011).
Exemplos de estratégias utilizadas para aquisição de
comunicação de alunos com Surdocegueira e Deficiências múltiplas:
OBJETOS DE REFERÊNCIA -
São objetos que têm significados especiais, os quais têm a função de substituir
a palavra e, assim, podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou
conceitos associados a eles, segundo Maia et al (2008)
Objetos
de referência das atividades.
Na
mesa do aluno, estão os objetos de referência
que
representam e antecipam as atividades do dia:
boné
(orientação e mobilidade), xícara [hora do
lanche],
creme e escova para sensibilização
(estimulação
tátil) e escova e pasta de dente (hora
Da
higiene bucal) e bola de plástico (hora da
recreação)
(Fonte: Ahimsa, 2003).
CAIXAS
DE ANTECIPAÇÃO - As caixas de antecipação devem ser utilizadas com crianças
que ainda não têm nenhum sistema formal de comunicação. Ela permite conhecer os
primeiros objetos de referência que anteciparão as atividades e o conhecimento
das primeiras palavras.
Caixa
de antecipação aberta, com os objetos de
referências
(chocalho e o avental) (Fonte: Ahimsa, 2005).
CALENDÁRIOS - Os
calendários são instrumentos que favorecem o desenvolvimento da noção de tempo
e que ajudam os alunos a estabelecer e compreender rotinas. Os calendários
também são úteis no desenvolvimento da comunicação, no ensino de conceitos
temporais abstratos e na ampliação do vocabulário, conforme Maia et AL (2008)
Exemplo de calendário tipo varal confeccionado um aluno com deficiência
múltipla: baixa visão e deficiência neuromotora.
Calendário
utilizado por uma criança com deficiência múltipla: surdez associada à
deficiência intelectual.Trata-se de um cartaz de prega confeccionado com papel
de várias cores, que diferenciam os dias da semana. Nele o aluno coloca fichas
com desenho das suas atividades diárias, cada um com o sinal de Libras
correspondente. O cartaz favoreceu a compreensão dos dias da semana e a
seqüência das atividades escolares, além de ampliar o vocabulário desse aluno.
Referencias:
BRASIL.
Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
Brasília: MEC/SEESP, 2010.
MAIA,
Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes
Para Saber Sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla: São Paulo, 2011.
Disponível em : <http:// www.prppg.ufc.br>. Acesso
em: 14 abr. 2014.
Ola Francisca gostei de seu texto foi muito informativo e atividade de sugestão que você deu. Realmente o calendário é um instrumento que favorece o desenvolvimento da noção de tempo e que ajuda o aluno com DMU a estabelecer e compreender rotinas alem também de ajudar no desenvolvimento da comunicação, no ensino de conceitos temporais abstratos e na ampliação do vocabulário, conforme Maia et AL (2008).Parabéns!
ResponderExcluirum forte abraço,
Cleide Melo
Parabéns, Francisca. Excelente texto, maravilhosa contribuição e aprendizado. Abços,
ResponderExcluirReginalva