sábado, 28 de junho de 2014

Para refletir!

O modelo dos modelos”
                                                    Italo Calvino 

Houve na vida do senhor Palomar uma época em que sua regra
era esta: primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito,
lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta
aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às
correções necessárias para que modelo e realidade coincidam. [..] Mas
se por um instante ele deixava de fixar a harmoniosa figura
geométrica desenhada no céu dos modelos ideais, saltava a seus
olhos uma paisagem humana em que a monstruosidade e os
desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do desenho
surgiam deformadas e retorcidas. [...] A regra do senhor Palomar foi
aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedade
de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um
procedimento combinatório, para encontrar aquele que se adaptasse
melhor a uma realidade que por sua vez fosse feita de tantas
realidades distintas, no tempo e no espaço. [...] Analisando assim as
coisas, o modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir
para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de
aranha; talvez até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo
para dissolver-se a si próprio.
Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos
e os modelos de modelos. Completado também esse passo, eis que
ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não
homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus
mas”. Para fazer isto, melhor é que a mente permaneça
desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de fragmentos de
experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis. Não
é uma linha de conduta da qual possa extrair satisfações especiais,
mas é a única que lhe parece praticável.


É diante dessa realidade dual com modelos perfeito e imperfeito, que encontra-se a escola comum, nela os alunos ditos “normais” se enquadram no modelo perfeito, o esperado, o bem aceito, já aqueles que vem subverter essa ordem são visto como anormais, aqueles que mesmo antes de demonstrar suas habilidades, muitas vezes são taxados como alunos que não aprenderão naquele espaço, logo esses que compõem o modelo “imperfeito” necessitam de centros especiais para aprender.

No Brasil a Constituição Federal de 1988 em seu Artigo 206, Inciso I, assegura que “o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, ou seja, não poderá ter modelo privilegiado na educação brasileira, haja vista que todos teem o direito de aprender, a diversidade passa a ter oportunidade na escola comum. No que tange a Politica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva os alunos que com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e os com altas habilidades/superdotação tem como objetivo garantir o direito a inclusão escolar desses alunos.

Desta forma o Atendimento Educacional Especializado se constitui uma das importantes estratégias que corroboram com a inclusão escolar dos alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e os com altas habilidades/superdotação na escola comum, é através desse atendimento que o público alvo terá de fato oportunidades pedagógicas e também de acessibilidades que facilitarão a participação e desenvolvimento pleno do sujeito, que antes era visto como modelo “imperfeito” incapaz de aprender, agora após essa visibilidade, passa ser repeitado as limitações e potencialidades de aprendizagem daquele que chega a escola, não é exagero dizer todos são capazes de aprender, o que é preciso, fazer investimento nas possibilidades e especificidades de cada um.

Sendo assim, não há modelos prontos e nem tão pouco perfeitos!


domingo, 8 de junho de 2014

Recursos e estratégias em baixa tecnologia para aluno com TGD/TEA



 


Álbum dos sentimentos
Fotos, fazer seu próprio álbum de fotos.

Objetivo da atividade:
Responder a perguntas simples sobre seus sentimentos e ações.

Intervenções:
O professor orientará o aluno olhar um álbum de fotos da família e selecionar de 7 a 10 fotos da criança. Assegure-se de escolher fotos que despertem alguma emoção clara. Por exemplo, escolher uma foto da criança  recebendo um presente de aniversário ou uma foto dela brincando com familiares para fazer um “álbum de sentimentos”. Coloque as fotos na mesa e escolha uma para mostrar a ela. Após ela ter a oportunidade de olhar para a foto, pergunte-lhe: “Como você se sentiu quando (você recebeu o presente de aniversário/estava brincando com seus irmãos, etc.)?”. Incentive-a a utilizar palavras que descrevam sentimentos, como “Feliz”, ou “Empolgado”. O professor escreverá a palavra debaixo de cada foto, até ter feito todas as páginas de fotos. Junte e grampeie as páginas e deixe a capa em branco. Intitule o livro “Meu álbum de sentimentos” e peça à criança para decorá-lo.
A criança pode, então, mostrará estes álbuns para seus amigos, familiares ou outros e explicar o que sentiu em cada página.



As atividades lúdicas oferecidas para a criança com TEA estimulam as áreas da interação social, comportamento e comunicação:


 

·         Passeio no super carro
Esta atividade consiste em puxar a criança sobre um colchonete ou tapete pelo sala. O professor deve fantasiar a brincadeira para ser interessante, por exemplo, dizer que agora a criança vai andar no super carro relâmpago McQueen (Disney) e estimular a criança a repetir a palavra PASSEAR quando quiser mais. Nesta brincadeira estimula-se a comunicação verbal e período de atenção por 10 minutos ou mais.


·         O sapo comedor de bolhas 
Para esta atividade você precisará de um fantoche de sapo e bolhas de sabão. A atividade consiste em fazer bolhas de sabão e com entusiasmo e animação fazer o sapo "comer" as bolhas. Dessa forma estimula-se a comunicação verbal quando a criança tem que dizer "bolha" para o sapo comer e o contato visual. O período de atenção é de 5 minutos ou mais.


·         Dado das brincadeiras 
Esta atividade desenvolve a atenção por 15 minutos ou mais, flexibilidade e participação física. Você precisará de um dado gigante que poderá ser confeccionado com papelão ou tecido. Cada face do dado deve conter uma ação a ser realizada pela criança, por exemplo:

PULAR - deve-se incentivar a criança a repetir a palavra "pular" e junto com ela pular o mais alto que conseguir.

Atividades adaptadas dos sites: